quinta-feira, 25 de junho de 2015

O Frugivorismo

Prato frugívoro 
O frugivorismo é um tipo de dieta vegana que se baseia na alimentação exclusiva de frutas. Existem algumas discordâncias acerca da alimentação frugívora, alguns dos adeptos, por exemplo, consideram-se frugívoros por ingerir frutas apenas na maior parte da sua alimentação, sendo assim, parcialmente frugívoros.
Do ponto de vista botânico, não estaria de todo errado, pois vegetais como pepino e tomate também estariam inclusos nesse grupo, assim como alguns legumes e grãos.
É pertinente que existam dúvidas sobre como o frugivorismo afeta o organismo. Hoje, com o avanço dos meios de comunicação, antes de decidirmos encarar experiências por nós mesmos, podemos medir o quão benéfico ou maléfico seria a partir de relatos de quem já experimentou.

Lendo esses relatos é possível separar uma gama de benefícios iniciais comuns aos frugívoros, destacando-se:

  • A prevenção de doenças crônicas em conseqüência da ingestão de vitaminas e fitonutrientes.
  • Aumento da disposição enérgica, pois as frutas apresentam carboidratos em sua composição, e esses, funcionam como a principal fonte de combustível para o corpo.
  • A abundância de água ajuda a manter os tecidos sempre hidratados, e a junção da mesma com as fibras presentes, constituem um regulador intestinal e controlador dos níveis de colesterol no plasma sanguíneo.
  • A alimentação crua, como também é denominada, é totalmente alcalina, e acaba propiciando a condição ideal para o sangue e, portanto, para o funcionamento das células.
  • Frutas fornecem o sabor doce a muitos pratos, por isso têm o poder de saciar o paladar.

Com o passar do tempo, a deficiência de componentes inexistentes nas frutas começam a atacar diretamente o corpo, assim destacamos os principais obstáculos em uma dieta desse tipo e seus sintomas:

Perda de peso

·          Como o Frugivorismo tem um caráter “Low-Fat” (baixa gordura), é comum que seus adeptos percam peso em um curto período de tempo, pois além desse baixo nível de gordura, o material fibroso contribui para que grande parte do que é ingerido, seja eliminado nas fezes, assim, por mais que as frutas contenham um índice elevado de açúcar em sua composição, o mesmo acaba por ser eliminado, não servindo de reserva para compor o tecido adiposo.

Carência de vitamina B12

·                A vitamina B12 é especialmente de origem animal, como peixes, carnes, ovos, queijo e leite. Como estes são terminantemente proibidos no frugivorismo, alguns sintomas podem ser observados com o tempo.
Ex: fadiga, paranoia, falta de memória, formigamento dos dedos dos pés e das mãos, calafrios ao abaixar a cabeça e perda de equilíbrio. 

Carência de vitamina D

·         A vitamina D é fundamental no equilíbrio de fósforo e cálcio no organismo. Ela é encontrada em basicamente todos os alimentos de origem animal, e estes, não fazem parte da dieta frugívora. Os altos níveis de fósforo em contraposição aos baixos níveis de cálcio, desequilibram o PH sanguíneo, deixando-o cada vez mais ácido. Isso promove um efeito completamente contrário à intenção dos adeptos a dieta.

Carência de vitamina A

           Apesar de não ter nenhum estudo comprovando as relações entre vitamina A e crescimento capilar, várias técnicas já são utilizadas para tratamento da crina animal a base dessa vitamina, e recentemente, diversos profissionais estão utilizando as mesmas técnicas em cabelo humano. Uma alimentação frugívora é também carente nessa vitamina, assim, é comum relatos de pessoas que depois de um certo tempo consumindo apenas frutas, começam a perder seus cabelos.

Picos de glicose
           As frutas são caracterizadas pela presença significativa de frutose e sacarose, que dão a elas um sabor doce característico. Em uma dieta frugívora, os índices de açúcar consumidos são altíssimos, ocasionando picos de glicose, esses picos, fazem com que a saliva roube cálcio dos dentes, provocando cáries, gengivites e sobrecarga no fígado. Um adepto ao frugivorismo, por mais que tente controlar o consumo desses açucares, estará consubstancialmente mais vulnerável à diabetes tipo 2.

     Muitos outros fatores poderiam ser destacados em um levantamento mais profundo, mas esses, acredito que sejam suficientes para balancear os prós e contras de uma monoalimentação. Para um bom estado de saúde, é necessário manter o equilíbrio.

Referências Bibliográficas:
Eduardo. Dr. Graham e a dieta 80/10/10 crua vegana de frutas. Disponível em: <http://saudefrugal.blogspot.com.br/2014_03_01_archive.html>. Acesso em: 25 de junho de 2015.
ROSA, Ludson. Minha experiência no Frugivorismo hipo-lipídico (Vegano). Disponível em: <http://frugivorismo.webs.com/minhaexperiencia.htm>. Acesso em: 25 de junho de 2015.
Neisy. For Vegans. Disponível em: http://rawfoodsos.com/for-vegans/ Acesso em: 25 de junho de 2015.
FRAGOSO, Rodrigo. Frugivorismo. Disponível em: <http://veganize.com.br/frugivorismo/>. Acesso em: 25 de junho de 2015

Frutose

A frutose é um importante açúcar, encontrado no organismo humano, nas frutas e vegetais, no mel e outros. Por dia é recomendado o consumo de aproximadamente 24 gramas. Valor normalmente triplicado.
Abaixo a quantidade de frutose em frutas comuns.



Atualmente a frutose tem sido incorporada à produção de alimentos industrializados, considerando que é 1,5 vezes mais doce do que a sacarose (açúcar de mesa) que é composta por frutose (50%) e glicose (50%).

É metabolizada no fígado.  Dando origem, sobretudo a glicose (50%), glicogénio (17%), lactato (25%).

Referências Bibliográficas: 

Consumo de frutose e impacto na saúde humana. Natalia Moreno Gaino e Marina Vieira da Silva. <http://www.unicamp.br/nepa/arquivo_san/volume_18_2_2011/nepa_cap8.pdf> acesso em 24 de junho de 2015
Frutose e saúde metabólica.  European food information council. <http://www.eufic.org/article/pt/artid/Frutose_e_saude_metabolica/> acesso em 25 de junho de 2015
Fructose in humans: metabolic effects, clinical utilization, and associated inherent errors.Rodrigo Crespo BARREIROS, Grasiela BOSSOLAN e  Cleide Enoir Petean TRINDADE. <http://www.scielo.br/pdf/rn/v18n3/a10v18n3.pdf> acesso em 24 de junho de 2015
Fructose in fruits, vegetables, nuts, seeds, legumes and grains. <http://familywellnesshq.com/fructose-in-fruits-veggies-nuts-seeds-legumes-grains/> acesso em 24 de junho de 2015

Ação das fibras no organismo



As fibras alimentares são os polissacarídeos como celulose, hemiceluloses, pectinas, gomas, mucilagens e lignina, não sendo a ultima um polissacarídeo. Em geral, são compostos que não são hidrolisados quando passam pelo trato gastrointestinal humano. Algumas frutas apresentam alguns tipos de fibras.
Veja abaixo as funções de cada uma delas e onde podemos encontrá-las:


Celulose: 
·         Está presente nas frutas com cascas.

·         Capacidade de reter água nas fezes, aumentando volume e o peso das mesmas,

favorece o peristaltismo dos cólons e aumenta o número de evacuações.
·         Insolúvel em meio alcalino e solúvel em ácido.
Pectina:
·         Frutas cítricas, principalmente a casca é rica em pectina (maçã, limão e laranjas)
·         Forma a matriz da parede celular, retarda o esvaziamento gástrico, aumenta a excreção de ácidos da bili, proporciona substrato propício à fermentação para as bactérias do cólon, reduz a concentração de colesterol.
·         É solúvel em água.


As fibras são divididas também em dois grupos, são eles:


Fibras solúveis: Retardam a absorção de nutrientes como glicose e gorduras, evitando picos de glicemia e diminuindo a quantidade de colesterol na corrente sanguínea.

Fibras insolúveis (são aquelas presentes nas frutas): Ajudam na formação do bolo fecal, junto à água, pois a mesma é necessária para melhorar a lubrificação do trato intestinal e facilitar a eliminação das fezes.


Apesar do que muitos pensam, a deficiência de fibras não afeta apenas o trato intestinal. Algumas doenças correlacionadas resultam de anos de má alimentação, e muitas vezes sofrem complicações por fatores genéticos. Pessoas com carência em alimentos fibrosos podem desenvolver, por exemplo, colesterol alto e hipoglicemia, além de diverticulites e prisão de ventre.
Com tudo isso, fica fácil discernir sobre a importância do consumo de fibras para o organismo. Contanto, apesar de promover benefícios à saúde, qualquer exagero acarreta danos ao corpo.
O consumo inadequado (em grande quantidade) de fibras pode gerar:

·         Formação de um “bolo de fibras”, causando prisão de ventre.
·         Carência na absorção de nutrientes importantes para o corpo como: zinco, cálcio e ferro. (em excesso as fibras criam uma barreira de absorção de nutrientes pelas células do intestino).


O zinco a atua como antioxidante, já o cálcio ajuda no metabolismo ósseo e na transmissão de sinais celulares e o ferro é necessário principalmente para o transporte de oxigênio. A falta de qualquer um desses componentes acarreta desequilíbrios metabólicos.









Referências Bibliográficas:


TOLEDO, Ana. Excesso de fibras diminui absorção de nutrientes e causa prisão de ventre. Disponível em: <http://www.bolsademulher.com/saude-mulher/excesso-de-fibras-diminui-absorcao-de-nutrientes-e-causa-prisao-de-ventre>. Acesso em: 25 de junho de 2015.

Só nutrição. Macronutrientes. Disponível em: <http://www.sonutricao.com.br/conteudo/macronutrientes/p7.php>. Acesso em: 25 de junho de 2015.

VALLE, Eduardo; RIBEIRO, Clara. Problemas causados por falta de fibra. Disponível em: <http://www.revistavivasaude.uol.com.br>. Acesso em: 25 de junho de 1015.

quarta-feira, 24 de junho de 2015

A cor e o paladar

A cor da fruta influencia a percepção do paladar. 
Em um estudo de Zampini et al., (2008), foram feitos testes onde pessoas no primeiro instante olhavam para uma bebida e sem provar associavam a cor ao sabor. Depois, poderiam provar e indicar se a sugestão de sabor feita na primeira parte era coerente com o gosto.  Os autores deixaram claro que há uma modelagem da percepção do gosto a partir da cor.
Em uma pesquisa recente feita em quatro escolas por dois anos com mais de 100 crianças, era mostrado imagens de frutas verdes e outra com a mesma com uma cor diferente (ex. uma uva verde e uma uva preta) e as crianças respondiam às imagens com boas ou ruins.
Distribuição das crianças por cor preferida:






O estudo mostrou que as crianças são cientes da importância do consumo de frutas e mostrou também uma forte influência da cor para as mesmas. Comprovando a preferência por frutas da cor vermelha e certa antipatia pela cor verde.

Marketing e Obesidade Infantil: A influência da cor das frutas e vegetais no regime alimentar das crianças em idade pré- escolar.Cristiana Patrícia Duarte Matos do Couto.janeiro de 2015 <http://ubithesis.ubi.pt/bitstream/10400.6/3428/1/TM_Cristiana_Couto.pdf > acesso em 24 de junho de 2015

terça-feira, 23 de junho de 2015

Consumo de frutas associado ao Câncer

O câncer é a segunda mais importante causa de morte nos países mais ricos (perdendo apenas para as doenças cardiovasculares), sendo que nos Estados Unidos, aproximadamente uma em cada três pessoas vão ser diagnosticadas com câncer durante sua vida e aproximadamente 60% dessas vão morrer de câncer. As taxas de câncer de mama têm crescido em quase todos os países do mundo. Levando em consideração esses dados e a grande mortalidade de pessoas acometidas por essa patogenia, uma revisão de vários estudos feita pelo Instituto Nacional de Salud Pública mostra que o alto consumo de frutas e vegetais têm sido associado com a diminuição no risco de muitos tipos de câncer.
Muitos estudos indicam que o alto consumo de frutas e vegetais está associado com a redução no risco de câncer em várias regiões do mundo, sendo que, essa relação foi observada em mais de 200 pacientes em estudos de grupo. A identificação dos constituintes preventivos específicos, ou combinação de constituintes, é uma tarefa difícil e pode não ser completamente possível. Detalhes adicionais sobre os tipos e quantidades dos constituintes de frutas e verduras que parecem ser particularmente protetores poderiam fornecer um guia prático adicional para aqueles que procuram uma alimentação saudável optimizada. 
Apesar da forte evidência de que o alto consumo de frutas e verduras pode reduzir o risco de muitos tipos de câncer, os constituintes desses alimentos, responsáveis por essa redução continuam incertos. Entretanto, evidências apontam a contribuição de ácido fólico, carotenoides (beta-caroteno, licopeno), vitamina C, vitamina E, selênio, fitoestrogênio e fibras. Em uma experiência aleatória conduzida em uma região da China com baixo consumo de frutas e verduras, um suplemento contendo beta-caroteno, vitamina E e selênio reduziu a incidência de câncer de estômago nos participantes.
Há uma quantidade inumerável de ativos químicos em frutas e verduras que podem, potencialmente, desempenhar um papel na proteção contra o câncer, incluindo nutrientes reconhecidos como os mencionados nesse texto e muitos outros constituintes não nutritivos. Os autores do estudo dizem que apesar dos fatos apresentados, mais pesquisas são necessárias para embasar de forma sólida as evidências disponíveis, de modo a esclarecer o papel destes constituintes, sendo que, a prevenção do câncer não fornece justificativa para o uso de suplementos vitamínicos para a maioria das pessoas com uma alimentação razoável e boa qualidade de vida.

Referências:

Salud pública Méx vol.39 n.4 Cuernavaca Jul. 1997 <http://dx.doi.org/10.1590/S0036-36341997000400008> Acesso em: 23 de jun. 2015.

Ação antioxidante


Estudos mostram que as frutas têm capacidade de ajudar nosso corpo tanto na ação antioxidante primária como secundária, evitando processos degenerativos ligados a radicais livres.  Isso ocorre devido à presença, principalmente, dos polifenóis, ácido ascórbico (Vitamina C) e carotenoides.
  • Polifenóis – A atividade antioxidante é determinada por sua estrutura, anéis aromáticos e duplas ligações conjugadas.
  • Ácido ascórbico - Sua propriedade antioxidante (radical ascorbila) é capaz de eliminar espécies altamente reativas e formar um radical de reatividade baixa.
  • Carotenoides - A atividade oxidante vem do sistema conjugado e rico em elétrons do polieno, absorvem os radicais livres e inibem ou interrompem a cadeia de propagação das reações oxidantes causadas por eles.
Os radicais livres são relacionados a enfermidades degenerativas, como câncer, devido as alterações no DNA, Alzheimer e problemas cardiovasculares. A ação dos antioxidantes pode prevenir ou retardar a oxidação de biomoléculas que podem gerar esses problemas, protegendo as membranas celulares, DNA e lipoproteínas contra os efeitos negativos dos radicais livres, no entanto não podem reverter a oxidação. No entanto, as frutas são indispensáveis na nossa dieta, pois elas participam de importantes atividades metabólicas, além de serem mais econômicas do que o uso de suplementos. 

Dica:  A acerola, caju, mamão, goiaba, laranja pêra e a pinha são frutas com alta ação antioxidante.

Referencias:  

http://www.scielo.br/pdf/qn/v30n2/35.pdf Acesso em: 6 de Jun.2015

segunda-feira, 22 de junho de 2015

Consumo de frutas associado à Osteoporose

              A osteoporose, doença que acomete os ossos, ocorre principalmente, devido à perda de densidade óssea e perda de cálcio e acarretam fraturas nos ossos por estes se tornarem frágeis e quebrarem facilmente. Em 80% dos casos são mulheres brancas ou orientais em período pós-menopausa. Durante a menopausa, o estrógeno, que é responsável pela fixação do cálcio nos ossos, deixa de ser produzido. Dessa forma, um estudo que reuniu vários artigos sobre a visão dos benefícios na alimentação de frutas e verduras foi publicado pela International Osteoporosis Foundation e National Osteoporosis Foundation afim de determinar a eficácia do aumento no consumo de frutas e verduras.
              Frutas e verduras têm diversos componentes benéficos para a saúde óssea, entre eles, minerais (magnésio, potássio e cálcio), vitaminas (vitamina C e K), antioxidantes (polifenóis) e fitoquímicos (fitoestrogênio) que estão envolvidos no metabolismo ósseo e podem favorecer a saúde dos ossos. Devido aos altos níveis de potássio e magnésio, dietas com grande quantidade de frutas e verduras têm menor carga ácida o que promove um equilíbrio positivo de cálcio. Uma alta carga ácida é conhecida por inibir a função osteoblástica (síntese do tecido ósseo) e aumento na atividade osteoclástica (reabsorção do tecido ósseo) resultando em uma redução da formação e aumento na reabsorção ósseas. Frutas e verduras contêm, ainda, altos níveis de vitaminas K e C, que, junto com o magnésio, estão envolvidas na formação da matriz óssea. Fitoquímicos e outros antioxidantes presentes nas frutas e verduras podem proteger os ossos reduzindo a reabsorção destes devido o alto estresse oxidativo dos componentes ósseos.

              Conclusão dos autores: a recomendação no aumento do consumo de frutas e verduras (por volta de 370 g/dia) foi associada à diminuição em 74% da probabilidade de fratura do antebraço em mulheres chinesas em período pós-menopausa e a uma relação positiva entre o aumento diário de 100 g no consumo de frutas e verduras e o aumento da densidade mineral óssea nas vértebras lombares e nos ossos da bacia. Assim, os autores recomendam a inclusão na dieta e o aumento do consumo de frutas e vegetais como forma de prevenção da osteoporose e de seus efeitos, apesar de estudos mais aprofundados para confirmarem essa hipótese serem necessários.

Referências: 
Hamidi M. & Boucher B. A. & Cheung A. M. & Beyene J. & Shah P. S. Fruit and vegetable intake and bone health in women aged 45 years and over: a systematic review <https://attachment.fbsbx.com/file_download.php?id=102925436711925&eid=ASsGEB6VXPqmpzZW5vdERmzk4NcqpejQWXXu2OQYHDW_YRiW4EInFk70D2eK0YeJ2Ng&inline=1&ext=1435015000&hash=ASsQ31802vBX7pZ2> Acesso em: 17 jun. 2015.
<https://en.wikipedia.org/wiki/Osteoblast> Acesso em: 17 jun. 2015. 
<https://en.wikipedia.org/?title=Osteoclast> Acesso em: 17 jun. 2015. 
<https://en.wikipedia.org/wiki/Estrogen> Acesso em: 17 jun. 2015.